Governo anuncia em maio solução para o Sistema de Mobilidade do Mondego

O ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, disse hoje em Coimbra que, em maio, deverá apresentar a solução técnica proposta pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para o ramal ferroviário da Lousã, no âmbito do projeto Metro Mondego.

"Estamos a analisar a solução técnica relativamente ao Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), embora o LNEC esteja ainda a fazer algumas afinações no seu trabalho ao longo do mês de abril", disse o governante no final da reunião do Conselho de Concertação Territorial, presidida pelo primeiro-ministro. Habitualmente realizado em Lisboa, o Conselho de Concertação Territorial reuniu, esta manhã, no Convento São Francisco, em Coimbra, para analisar o Programa Nacional de Reformas.

Lançado em Coimbra, em 2006, pelo então ministro das Obras Públicas, Mário Lino, e pela secretária de Estado dos Transportes, Ana Paula Vitorino, atual ministra do Mar, o SMM abrange o canal do Ramal da Lousã e uma futura ligação urbana entre a Baixa de Coimbra e a zona dos hospitais.

O Ramal da Lousã, entre Serpins e Coimbra, com passagem pelo concelho de Miranda do Corvo, funcionava desde 1906 e foi encerrado há sete anos para obras que visavam a instalação de um sistema de metro, o qual deveria circular na ferrovia centenária e num novo circuito urbano a construir em Coimbra, mas as obras pararam pouco tempo depois por motivos financeiros.

Pedro Marques adiantou que, no próximo mês, espera "poder conversar com as autarquias e apresentar as soluções técnicas, mas também as suas fontes de financiamento, porque as coisas têm de andar a par". Salientando que o SMM continua a ser uma "prioridade" do Governo, o ministro do Planeamento e Infraestruturas disse, no entanto, que se trata de "um projeto tecnicamente muito complexo".

A entrega ao Governo deste segundo estudo do LNEC deveria ter ocorrido em finais de janeiro, mas foi depois adiada duas vezes, para 28 de fevereiro e 31 de março, o que motivou uma tomada de posição do município da Lousã.

Um primeiro estudo, que se revelou inconclusivo, tinha sido encomendado pelo Governo de Pedro Passos Coelho.

O ministro Pedro Marques não adiantou qual a solução de mobilidade proposta pelo LNEC para Coimbra e o canal intervencionado do Ramal da Lousã, no qual já foram investidos mais de 130 milhões de euros. "Estamos a trabalhar para obter soluções técnicas e fontes de financiamento", sublinhou.

Lusa/CMC