CMC investe perto de meio milhão de euros na construção de imóvel na Rua Corpo de Deus

O executivo da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) aprovou, por unanimidade, na sua reunião de segunda-feira, uma proposta de adjudicação da empreitada de “Construção de imóvel sito na Rua Corpo de Deus 70 a 80”. O júri, composto por técnicos camarários, optou pela proposta economicamente mais vantajosa e propõe que a obra seja adjudicada à empresa Veiga Lopes S.A., pelo valor de 453.572,08 euros (c/IVA), com um prazo de execução de 220 dias, incluindo sábados, domingos e feriados. Valores substancialmente melhores do que o concursado - 547.110,25 euros (+IVA) e 240 dias.

A intervenção passa pela construção de um edifício de habitação e de comércio, no local em que ruíram, em dezembro de 2000, os prédios correspondentes aos números 70-72, 74-76, 78-80 da Rua Corpo de Deus. A construção é feita no âmbito da candidatura que a CMC fez ao programa “Reabilitar para Arrendar”, criado pelo Instituto da Habitação e Reabilitação Urbana (IHRU).

Uma candidatura que contempla outras intervenções - 12 no total -, nas Áreas de Reabilitação Urbana (ARU), Coimbra Baixa e Coimbra Rio. A operação passa, pois, pela construção de um edifício de habitação e de comércio no terreno deixado vago pelos três prédios que ruíram há quase 17 anos e que, entretanto, foi negociado pela autarquia com os respetivos proprietários. Refira-se, ainda, que o terreno se localiza dentro do limite do centro histórico da cidade e na área considerada Património Mundial da UNESCO.

Pretende-se repor as áreas de habitação existentes e refazer a frente urbana nascente da rua Corpo de Deus, colmatando o vazio existente. No piso térreo, nascerá um espaço para comércio ou serviços, uma habitação de tipologia T0 e far-se-á o acesso comum a todas as habitações. Para o piso 1, estão previstos dois T0, enquanto nos pisos 2, 3 e 4 vão surgir, por piso, dois T1. Para otimizar a utilização da área para habitação, a escolha passou pela utilização de um esquema de dois fogos por piso, servidos por acessos verticais únicos – escadas e elevador. As habitações serão posteriormente arrendadas através do regime de renda apoiada.