Coimbra partilha boas práticas para a fixação de jovens nos centros das cidades

O encontro da rede URBACT “Gen-Y-City”, que reúne em Coimbra, hoje e amanhã, cerca de meia centena de representantes das 12 cidades europeias que compõem esta rede, já começou. O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, e a vereadora da Cultura, Turismo e Juventude, Carina Gomes, deram as boas vindas, logo pela manhã, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, aos participantes neste encontro que tem como objetivo principal a partilha de boas práticas para a fixação de jovens nos centros das cidades. “É com muito gosto que vos recebemos e acolhemos em Coimbra”, afirmou Manuel Machado, desejando a todos “uma boa jornada de trabalho, de troca de conhecimentos e experiências”.

“Coimbra é uma cidade fantástica, jovem e moderna. Uma cidade aberta ao mundo, onde se encontram diferentes gentes, diferentes culturas, onde se partilham conhecimentos. Espero que vocês apreciem a cidade e que estes dois dias de trabalho sejam produtivos”, acrescentou o presidente da CMC, desafiando os participantes a passearem pela cidade e a conhecerem a sua essência. “Coimbra tem também segredos, desafio-vos a descobri-los”, concluiu Manuel Machado.

“Quero começar por agradecer este convite. Com certeza que temos muitas experiências para partilhar e muito para aprender com os exemplos que vamos conhecer na vossa cidade”, considerou, por sua vez, a coordenadora do projeto e representante de Poznan, na Polónia, Iwona Matuszczak-Szulc. “Obrigada pela hospitalidade”, concluiu a coordenadora, que falou em nome de todas as cidades que participam no programa URBACT III. São elas, para além de Coimbra e da cidade líder, Poznan (Polónia), as cidades de Granada (Espanha), Wolverhampton (Reino Unido), Klaipeda (Lituânia), Génova (Itália), Kristiansand (Noruega), Bolonha (Itália), Nantes (França), Torun (Polónia), Sabadell (Espanha) e Daugavpils (Letónia).

O URBACT III é um programa que contempla o projeto GEN-Y-CITY, que pretende dar resposta às necessidades de emprego da chamada geração Y (nascidos entre 1980 e 1990), constando do seu plano de ação um conjunto de atividades direcionadas ao apoio dos jovens e às empresas criativas como meio de reavivar os centros urbanos. O objetivo é, pois, atrair estes jovens, das décadas de 80 e 90, para os centros das cidades antigas e este encontro, que decorre hoje e amanhã em Coimbra, visa precisamente contribuir para que se encontrem as melhores soluções para alcançar essa meta e conseguir, assim, reanimar, revivificar, os centros históricos das cidades. 

“Nesta rede, composta por cidades com dimensões muito semelhantes, recebemos e damos”, considerou ainda o presidente da CMC. “Há uma reciprocidade. Coimbra tem a possibilidade de receber aqui este conjunto de parceiros e evidenciar as suas boas práticas, mostrando o espaço de co-work da autarquia, o Convento São Francisco, o Instituto Pedro Nunes, o projeto Coimbra +, que permite o acesso livre e gratuito à internet nos centros históricos, por exemplo, e depois podemos também aproveitar as experiências deles, as boas práticas, e trazê-las para cá”, explicou Manuel Machado aos jornalistas, recordando que este projeto pretende ter um impacto direto sobre a melhoria da qualidade de vida nos centros das cidades, uma missão que a autarquia tem abraçado com empenho.

Sob o lema “Connecting cities, building successes”, o URBACT é um programa europeu de aprendizagem e troca de experiências na promoção do desenvolvimento urbano sustentável, que visa promover e financiar a constituição de redes de cidades que trabalhem no desenvolvimento de soluções comuns para os desafios urbanos contemporâneos. O URBACT apoia, pois, as cidades no desenvolvimento de soluções pragmáticas, inovadoras e sustentáveis que integrem igualmente as dimensões económica, social e ambiental. Até agora, o URBACT já reuniu cerca de 700 parceiros em mais de 60 projetos em rede, em 29 países, e mais de 7 mil participantes ativos.

O programa é cofinanciado pela União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), com uma taxa de 85%. O orçamento global do projeto para todos os parceiros ascende a 649.990 euros, com uma taxa de cofinanciamento de 85%, sendo que a fatia que cabe a Coimbra é de 50 mil euros.