O presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Manuel Machado, participou, na Antiga Igreja do Convento São Francisco, na 3.ª Gala das Empresas Gazela - 2016, organizada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC). A cerimónia, presidida pelo secretário de Estado do Desenvolvimento e Coesão, Nelson Souza, contou com a presença da presidente da CCDRC, Ana Abrunhosa, para além de muitas outras individualidades.

Na abertura da cerimónia, Manuel Machado começou pelas boas vindas: "é um privilégio acolher-vos, mais uma vez, em Coimbra, e em especial no Convento São Francisco". "É importante transmitir-vos, como presidente da Câmara Municipal de Coimbra, que não posso deixar de vos expressar a nossa alegria ao constatarmos que a concessão dos Prémios Gazela, resulta fundamentalmente do trabalho dos empresários e das pessoas que trabalham nas empresas", afirmou.

Manuel Machado faria depois questão de saudar as empresas de Coimbra que nessa noite foram distinguidas com o galardão de empresas gazela (jovens e com rápido crescimento). Coimbra é o concelho que tem mais empresas gazela (10) em toda a Região Centro, uma área com 100 concelhos, que inclui desde a Marinha Grande a Ovar ou Viseu. Coimbra subiu de 7 para 10 empresas gazela entre 2015 e 2016.
Falando também na qualidade de presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses, Manuel Machado mostrou-se satisfeito por ver que os desígnios das políticas autárquicas de apoio a empresas têm dado os seus frutos. "No conjunto, nós estamos todos a contribuir para um Portugal melhor", diria a terminar.

O evento das Empresas Gazela tem como meta dar visibilidade a um conjunto de jovens empresas que se destacam no tecido económico da região, pelos seus elevados ritmos de crescimento, pelo contributivo para o emprego e volume de negócios gerados na região. O conceito de empresa gazela, que é assumido internacionalmente, refere-se a jovens empresas com elevados ritmos de crescimento sustentado ao longo dos tempos.
Na Região Centro, o número de empresas gazela tem vindo a crescer, sendo que passou de 57 em 2015, para 87 em 2016, correspondendo a um aumento de 53%. Mais dados sobre este estudo podem ser vistos em: https://tinyurl.com/l7wpoyh.

As empresas que nesta noite foram galardoadas são as que cumprem estes requisitos. Apresentam um crescimento do volume de negócios, superior a 20% ao ano, em 2013, 2014 e 2015. São empresas que nasceram a partir de 2007 e possuem a sua sede na Região Centro. Estas empresas tinham de empregar pelo menos 10 trabalhadores, em 2015, e possuir faturação igual ou superior a 500 mil euros nesse ano.




A programação que a Câmara Municipal de Coimbra (CMC) definiu para festejar o Dia da Mãe (comemorado a 7 de maio) inspira-se nos conteúdos museológicos do Museu Municipal de Coimbra, presentes quer no núcleo interpretativo da Cidade Muralhada (Torre de Almedina), quer na Coleção de Arte Telo de Morais (patente no Edifício Chiado). 

A programação, a concretizar nos próximos dias 4 e 5 de maio (quinta e sexta-feira), terá como público-alvo crianças dos 3 aos 12 anos e compreende duas oficinas temáticas. No Edifício Chiado, das 10h00 às 15h00, dinamizar-se-á a oficina “Mãe Mundo” (dirigida a crianças dos 3 aos 12 anos ou grupos do ensino pré-escolar e dos 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico). 

Já na Torre de Almedina, entre as 10h00 e as 16h00, a escolha do tema “Flores para a Mãe” servirá de suporte à oficina dirigida a crianças com idades compreendidas entre os 6 e os 12 anos, ou grupos escolares dos 1.º e 2.º Ciclos do Ensino Básico. A participação nas oficinas temáticas é livre, com inscrição obrigatória, através dos telefones n.º 239 840 754 (Edifício Chiado) / 239 833 771 (Torre de Almedina), via e-mail museu.municipal@cm-coimbra.pt, e realizar-se-ão com um mínimo de 5 e um máximo de 25 crianças inscritas.

Já o público em geral poderá inscrever-se na visita acompanhada, subordinada ao tema “Virgem Mãe e Mãe Comum”, que decorrerá no dia 5 de maio, às 11h00, no Edifício Chiado e que dará ênfase ao culto mariano e à figura da Imaculada. A visita, de acesso livre, realizar-se-á com um número mínimo de 5 e um limite máximo 25 participantes. Inscrições através do telefone n.º 239 840 754 (Edifício Chiado) ou e-mail museu.municipal@cm-coimbra.pt.

Com estas ações evocativas do Dia da Mãe, a CMC pretende corresponder às necessidades e procuras culturais da maior diversidade possível de públicos.

 

 

A biblioteca de jardim “Ler ao Cubo”, que funciona sazonalmente, na época de Primavera/Verão, no Parque Verde do Mondego, estará disponível no próximo fim de semana e no feriado do 1.º de Maio, entre as 14h00 e as 19h00.

O equipamento proporciona, assim, gratuitamente, aos visitantes do parque de lazer, a leitura de livros e de publicações periódicas (jornais e revistas), bem como alguns jogos dirigidos ao público infanto-juvenil.

Sábado, domingo e segunda-feira próximos, miúdos e graúdos poderão usar uma cadeira, uma almofada ou uma esteira para ler num ambiente descontraído, junto àquela biblioteca de jardim, na margem direita do rio Mondego.







 

 

Com fim-de-semana prolongado à porta, mais uma vez Coimbra propõe a todos – praticantes, adeptos ou apenas curiosos - um fim de semana desportivo bem preenchido de atividades. Destaque para uma cidade em que o Desporto é mesmo para todos participarem, com COLOR RUN, os JOGOS DE COIMBRA, os CAMPEONATOS NACIONAIS UNIVERSITÁRIOS ou o DESPORTO ESCOLAR, a que se juntam muitas outras e diversas modalidades. 

 Data

Hora

Evento

Modalidade

Local

Organizador

28 Abr

8h00

às

18h00

Campeonatos Regionais Desportos Gímnicos e Actividades Rítmicas

Desporto Escolar

Ginástica

Pavilhão Municipal Multidesportos Mário Mexia

Ministério da Educação

28 Abr

19h00

Sarau Desportivo da Escola Secundária Infanta D. Maria

Atividades desportivas

Pavilhão Municipal Multidesportos Mário Mexia

Escola Secundária Infanta D. Maria

29 Abr

10h00

IX Open Queima das Fitas de Badminton

Badminton

Pavilhão 3 Estádio Universitário

AAC/Secção de Badminton

29 Abr

10h00

Torneio Escolinhas Briosa/Cidade de Coimbra

Futebol juvenil

Futebol

Academia do Bolão

AAC/OAF

29 Abr

10h00

 V Torneio de Ténis Sto. António Olivais

Ténis

Clube de Ténis de Coimbra, Arregaça

Clube de Ténis de Coimbra

29 Abr

10h00

Concurso Saltos Nacional B

Taça Amazonas de Coimbra

Hipismo

Centro Hípico de Coimbra

Centro Hípico de Coimbra

29 Abr

16h00

às

18h00

14.º Jogos de Coimbra 2017

Vila Verde vs EB1 Sta. Apolónia

Vila Verde vs EB1 Eiras

EB1 Sta. Apolónia vs EB1 Eiras

Petizes

 

Futsal

Pavilhão Associação Sócio Cultural Desporto e Recreio dos Pereiros, Marco dos Pereiros, Castelo Viegas

Câmara Municipal de Coimbra e Juntas de Freguesia

29 Abr

16h00

C. S. S. João vs Quinta dos Lombos

Campeonato Nacional 1.ª divisão

Liga

Futsal

Pavilhão do Centro Social S. João, Pé de Cão, S. Martinho Bispo

Federação Portuguesa de Futebol

29 Abr

16h00

U. C. Eirense vs Real Massamá

Campeonato Nacional Juniores 2.ª divisão

Fase subida zona sul

Futebol

Campo do Vale do Fojo, Eiras

Federação Portuguesa de Futebol

29 Abr

16h00

Lordemão FC vs F.D. Laura S. Moim. Serra

Taça Nacional Juniores Feminina

Futebol

Campo Municipal da Arregaça

Federação Portuguesa de Futebol

29 Abr

17h00

Académica vs Famalicense A.C.

Campeonato Nacional 2.ª divisão masculinos

Voleibol

Pavilhão 2 Estádio Universitário

Federação Portuguesa de Voleibol

29 Abr

17h30

às

20h00

14.º Jogos de Coimbra 2017

Trovões vs Almalaguês

Vila Verde vs EB1 Dianteiro 1

Águias vs EB1 Eiras

EB1 Sta. Apolónia vs EB1 Dianteiro 2

Traquinas

Futsal

Pavilhão da Associação Sócio Cultural Desporto e Recreio dos Pereiros, Marco dos Pereiros, Castelo Viegas

Câmara Municipal de Coimbra e Juntas de Freguesia

29 Abr

18h30

União 1919 vs ACD Vinha Rainha

Fase Final Juniores

Futebol

Campo Municipal da Arregaça

Associação de Futebol de Coimbra

30 Abr

9h00

Académica vs Academia de Basquetebol

Taça Nacional de Sub14 Masculinos

Basquetebol

Pavilhão Municipal Multidesportos Mário Mexia

Federação Portuguesa de Basquetebol

30 Abr

10h00

Concurso Saltos Nacional B

Taça Amazonas de Coimbra

Hipismo

Centro Hípico de Coimbra

Centro Hípico de Coimbra

30 Abr

10h00

IX Open Queima das Fitas de Badminton

Badminton

Pavilhão 3 Estádio Universitário

AAC/Secção de Badminton

30 Abr

10h00

V Torneio de Ténis Sto. António Olivais

Ténis

Clube de Ténis de Coimbra

Clube de Ténis de Coimbra

30 Abr

10h00

Torneio Escolinhas Briosa/Cidade de Coimbra

Futebol juvenil

Futebol

Academia do Bolão

AAC/OAF

30 Abr

10h30

COLOR RUN DREAM

Corrida

Caminhada

Parque Verde Mondego

(margem direita)

Câmara Municipal de Coimbra  

30 Abr

11h00

Académica/OAF vs S.L. Benfica

Campeonato Nacional de Juvenis fase final

Futebol

Campo do Pedrulhense, Pedrulha

Federação Portuguesa de Futebol

30 Abr

11h00

Académica vs G.D. André Soares

Torneio Interassociações de Sub18 Masc.

Basquetebol

Pavilhão Municipal Multidesportos Mário Mexia

Federação Portuguesa de Basquetebol

30 Abr

16h00

Académica vs S.L. Benfica

Campeonato Nacional Juvenis femininos

Voleibol

Pavilhão 2 Estádio Universitário

Federação Portuguesa de Voleibol

30 Abr

17h00

às

21h00

14.º Jogos de Coimbra 2017

Amigos Vale do Fojo vs Almaziva

Auto Travões vs Antuzede 1

Almalaguês vs Seca Pipas

A.M. Monte Formoso vs TugasFutsal

Veteranos – Grupo 1

 

Futsal

Pavilhão do Centro Social e Desportivo de Sant’Ana, Vil de Matos

Câmara Municipal de Coimbra e Juntas de Freguesia

30 Abr

17h00

às

21h00

14º Jogos de Coimbra 2017

Loreto VG vs Logo de Deus

C.M. Coimbra vs Santa Apolónia

Casa Pessoal HUC vs Núcleo Sport.Ribeira

C. Social Marmeleira vs Clarinhaviegas

Veteranos – Grupo 2

Futsal

Pavilhão Municipal Multidesportos Mário Mexia

Câmara Municipal de Coimbra e Juntas de Freguesia

1 Mai

10h00

Torneio Escolinhas Briosa/Cidade de Coimbra

Futebol Juvenil

Futebol

Academia do Bolão

AAC/OAF

1 Mai

10h00

Concurso Saltos Nacional B

Taça Amazonas de Coimbra

Hipismo

Centro Hípico de Coimbra

Centro Hípico de Coimbra

28 Abr

a

5 Mai

 

Campeonatos Nacionais Universitários

Fases finais

Andebol, Basquetebol, Futebol, Futsal, Hóquei em Patins, Voleibol

Estádio Universitário; Pavilhão Eng.º Augusto Correia, Olivais; Pavilhão C.S. Social S. João, Pé Cão, S.M. Bispo; Pavilhão C. Social Palheira, Assafarge; Campo Vale Fojo, Eiras; Campo do Esperança, S.M. Bispo; Pavilhão Municipal Multidesportos Mário Mexia

Federação Académica Desporto Universitário, Associação Académica de Coimbra, Universidade de Coimbra/Câmara Municipal de Coimbra

José González regressa a Portugal para apresentar, num ambiente intimista, o seu último álbum Vestiges & Claws. Este trabalho é também uma forma de o músico partilhar com o público algumas ideias sobre temas que o inquietam, como por exemplo a solidariedade e o sentido que hoje damos a conceitos como civilização e humanismo. 

Vestiges & Claws distingue-se dos álbuns anteriores por apresentar exclusivamente temas originais compostos pelo músico sueco. Envolvido por um ambiente mais quente, mas que é também mais escuro, o disco é inspirado em sonoridades muito plurais, que vão desde as grandes produções brasileiras dos anos 70 ao folk rock americano, passando pelos blues do deserto da África Ocidental. 

Para além da carreira a solo, José González tem realizado trabalho de estúdio em colaboração com outros artistas, mesmo de áreas diferentes. Destacam-se a banda Junip, projeto musical de folk rock que o músico mantém com Tobias Winterkorn, e a participação, em 2013, na banda sonora do filme A Vida Secreta de Walter Mitty, de Ben Stiller. 

José González é, para muitos, um pensador engenhoso, um escritor de canções singular e um inventor de sonoridades originais. Vestiges & Claws, com mais de 1 milhão de cópias vendidas, foi um álbum muito aguardado e celebrado pela crítica, que o considera musicalmente lindo, dotado de uma escrita visceral, impressionante e com um poder encantador.

José González regressa a Portugal e apresenta-se no Convento São Francisco de guitarra em punho e voz em riste. O músico promete aquecer corações com melodias melancólicas e letras revigorantes, repletas de sensibilidade.

JOSÉ GONZÁLEZ

Convento São Francisco | Grande Auditório 

4 maio | 22h00 

M/6 | 70 min

 

Bilheteira

Cadeiras de Orquestra: 35 euros

1.ª Plateia: 28 euros

2.ª Plateia: 25 euros

 

Balcão: 20 a 23 euros

Bilheteira – 239857191 | Horário: 15h00 às 20h00

bilheteira@coimbraconvento.pt

 

Convento São Francisco

 

 

 

Produzido pelo icónico Brian Eno e misturado por Flood, o álbum ALTAR é um sonho tornado realidade. Um projeto de vida que se realiza este ano e que a banda apresenta, agora, ao vivo. 

ALTAR é um disco com dez canções intemporais. Feitas durante dois anos, pensadas ao longo de três e sonhadas durante vinte e dois anos. Ao vivo, transforma-se num espetáculo que retrata todas as emoções vividas ao longo deste processo de criação e que convida o público a dançar e a vibrar. Mas também a pensar e, sobretudo, a celebrar o presente, vivendo-o. 

O álbum inclui os singles de sucesso "Clinic Hope", "Big Fish" e “Love Without Violins”. Este último tema conta com a participação de Brian Eno. Músico dos Roxy Music, Eno teve ainda uma longa carreira a solo e gravou álbuns para bandas como Devo, Talking Heads, U2 e Coldplay. 

Citado pela Clash, o produtor conta que a “ideia para ‘Love Without Violins’ veio da voz arrepiante de Sónia. Ela canta num registo muito parecido com o meu (penso que se chama barítono), mas tem umas tantas oitavas pelo meio, ou seja, ela é quase uma soprano dos barítonos. Como invejo essas oitavas dela. De qualquer forma, a Sónia estava a cantar este tema sobre esta negra e perigosa paisagem que não tinha muitas palavras no início, mas eu percebi logo e imaginei de imediato este diferente tipo de amor que estava a ser realizado”. 

A forte presença da banda é acentuada ao vivo pelo poderoso conceito visual do espetáculo que promete agitar o palco do Convento São Francisco com uma sonoridade entre a pop alternativa e a eletrónica.  

Ainda em maio, os The Gift vão estar presentes no festival britânico The Great Escape, em Brighton, e em Londres, para atuarem no Bush Hall. Depois, seguem para Berlim. 

THE GIFT

Convento São Francisco | Grande Auditório

3 maio | 22h00

M/6 | 90 min


Bilheteira

Cadeiras de Orquestra: 20 euros

1.ª Plateia: 20 euros

2.ª Plateia: 18 euros

Balcão: 10 a 15 euros

Descontos para estudantes

Ficha Artística

Voz | Sónia Tavares

Teclados e voz | Nuno Gonçalves

Guitarra e teclados | Miguel Ribeiro

Baixo e teclados | John Gonçalves

Bateria | Mário Barreiros

Guitarra, baixo e voz | Paulo Praça

Guitarra e voz | Israel Costa Pereira


Revista de Imprensa

“A decisão, embora nunca tão mediática, não é inédita: já havia, nesse mesmo disco Explode, requisitado a ajuda de Ken Nelson. Mas Brian Eno é, sem dúvida alguma (caso as haja, basta analisar a sua carreira), uma das mais influentes personas da música pop a partir da década de setenta, conhecedor dos vários processos de criação musical. E passaram-se os meses, o rumor não se desmentia e, por isso, ganhava força: haveria ponte entre Alcobaça e o Reino Unido? Seria possível? E como? Altar chegou no final da passada semana, misturado por outro nome dos grandes – Flood – e traz a presença do britânico na produção, letra, e até nalgumas vozes – mas é ainda, indubitavelmente, um álbum dos Gift”.

Punch, 19/04/2017

“Nuno Gonçalves, por seu turno, define Altar como ‘um disco demorado, um disco muito cozinhado no sentido em que as versões finais demoraram muito tempo a aparecer’, mas os verdadeiros conhecedores do grupo não demorarão, acredita, a integrar as novas canções”.

Observador, 07/04/2017

Bilheteira – 239857191 | Horário: 15h00 às 20h00

bilheteira@coimbraconvento.pt

Convento São Francisco

 





 

O presidente da Câmara Municipal de Coimbra (CMC), Manuel Machado, consignou hoje, numa sala do Instituto Técnico, Artístico e Profissional de Coimbra (ITAP), a empreitada de “Requalificação da Rua da Casa Branca”, que visa melhorar a qualidade do espaço público nesta movimentada artéria da cidade. A obra, no valor de 178.931,12 euros (c/IVA), será efetuada pela empresa Briopul – Sociedade de Obras Públicas e Privadas, Lda., que irá dispor de um prazo de 150 dias contínuos, contados a partir de hoje, para a concluir.

“Esta é uma via que já foi quase uma circular externa de Coimbra – digo ‘quase’ porque não tinha esse nome, mas era essa a sua função –, uma via muito importante em que se procura, no projeto, compatibilizar a circulação de automóveis, mas também a circulação de pessoas e a relação urbana. Portanto, é mais do que uma estrada, é uma rua onde é importante que os vizinhos possam beneficiar”, afirmou o presidente da CMC, no final da assinatura do auto de consignação, iniciativa que contou também com a presença dos vereadores da CMC Carlos Cidade e Jorge Alves.

A Rua da Casa Branca é um arruamento sujeito a um intenso tráfego automóvel e pedonal, uma vez que faz a ligação entre a Av. Fernando Namora e a Rua do Brasil e permite o acesso a vários equipamentos, tais como a Escola Maria Alice Gouveia, o ITAP, Esquadra da PSP ou Centro Infantil Casais de Santa Maria. Contudo, o troço nascente, até à passagem de nível, fruto de um plano de alinhamentos que previa a construção de uma larga avenida com demolições de duas habitações, nunca foi objeto de qualquer requalificação. As construções foram sendo edificadas de acordo com os alinhamentos pré definidos, mas o espaço público não teve qualquer tratamento, mantendo-se a faixa de rodagem no traçado inicial, sem passeios e com vastas áreas de estacionamento calcetadas, mas sem nenhum ordenamento.

“Esta rua, na década de 70, tinha algumas características interessantes: não tinha infraestruturas e depois passou a ter e há uns terrenos que passaram por situações muito complicadas, incluindo aquele onde nos encontramos. E, portanto, há aqui um esforço grande de atualizar a função da rua, integrada num bairro, que antes era da periferia e hoje é no miolo da cidade”, referiu ainda Manuel Machado.

A intervenção tem como objetivo melhorar a qualidade do espaço público, dotando a via de passeios e estando prevista também a plantação de 12 árvores. A zona de estacionamento será reordenada e ampliada, remodelando-se a rede de iluminação pública e de telecomunicações e dotando a via de sistema de drenagem de águas pluviais. A sul desta artéria projetou-se um passeio com largura variável, mas nunca inferior a 1,50m. A norte, está previsto construir um passeio que fará a separação entre a via e a zona de estacionamento junto aos prédios existentes. Nos locais onde é possível, será criada uma bainha para estacionamento adjacente à faixa de rodagem.

O presidente da CMC deixou ainda um elogio ao trabalho realizado pela empresa Briopul – Sociedade de Obras Públicas e Privadas, Lda. “É raro ouvirem-me dizer isto, mas vou dizê-lo, e não é para publicidade enganosa nem indevida: dos trabalhos que têm sido feitos para a Câmara Municipal de Coimbra, esta tem sido das melhores empresas a trabalhar e a cumprir. Este é um aspeto relevante, é uma empresa sediada em Coimbra e, portanto, venham mais”, concluiu Manuel Machado. 

Rui Horta é um veterano selvagem. Só essa condição lhe concede a ousadia e a obstinação necessárias para regressar, após 30 anos de ausência, aos palcos como bailarino. A peça que Rui Horta vai apresentar no palco do Grande Auditório do Convento São Francisco chama-se “Vespa” e marca este regresso. “Vespa” é um solo, com um registo muito pessoal, íntimo, sem, no entanto, pretender “contar a vidinha em palco” o que seria, como afirma o criador, “o melhor caminho para a má arte”. 

Ao completar 60 anos, Rui Horta volta a dançar. Na sequência de uma lesão, o criador interrompeu a carreira de bailarino quando tinha 30 anos. Fora dos palcos, apaixona-se pela composição coreográfica, acabando por lhe dedicar grande parte da sua carreira durante as últimas três décadas. 

Nas artes performativas o seu trabalho de encenador estende-se ao teatro, à ópera e à música experimental, sendo ainda desenhador de luzes e investigador multimédia, universo da criação que utiliza frequentemente nas suas obras. 

Em “Vespa”, Rui Horta é, para além de intérprete, o autor do texto, da luz e da banda sonora. 

No fio da navalha, desafiando a fronteira entre registo público e privado, Rui Horta explora na sua nova criação coisas que temos dentro da cabeça, pensamentos indizíveis, embora comuns a todos nós. Mas “Vespa” é também uma peça sobre as inquietações do mundo contemporâneo, alertando para a necessidade de resistir, de continuar a lutar e a dançar. 

“Vespa” é uma peça sobre uma cabeça a explodir, sobre o que nem sequer falhámos porque nos coibimos de cumprir. Após três décadas, Rui Horta regressa à condição de intérprete, num solo íntimo que fala dos pensamentos que não revelamos a ninguém. Ou é ou não é. Então, que seja. Que haja luz, fogo, dor e, sobretudo, corpo. Que haja um raio que ilumina e destrói. Mas que haja. Que seja.

"’Há coisas que temos dentro da cabeça. Como um zumbido a roer o pensamento’. Estas são as primeiras palavras de Vespa, e aquelas que, nem sempre sendo ditas, transportam o mundo interior da criação: uns parênteses, um tempo parado onde cristalizamos e cuspimos o que nos transcende e atormenta, um instante que se expande para um tempo mais vasto.

Quando olho para os últimos meses nem sei bem porque decidi fazer esta obra... Provavelmente porque as coisas mais importantes são também as mais inexplicáveis e as menos racionais.

Tal como um serial killer que se esconde atrás dos seus crimes, também o criador se protege do olhar do público, escondido atrás das suas obras e dos seus intérpretes. A diferença é que este solo aconteceu assim, simplesmente, como uma possibilidade, uma fractal, uma marca fugaz, apenas isso. Um lugar desprotegido e, pelo menos no meu caso, por muito pessoal que seja, não é autobiográfico, não conta o homem e fala de futuro.

Quantos furacões de força 4 e quantos terramotos de grau 7 iremos enfrentar antes de falar das coisas mais simples e dos detalhes mais risíveis? Até Oscar Niemeyer, do alto dos seus 99 anos, e quando confrontado com a pujança da sua obra, apenas nos dirige um olhar cândido e frágil, mais profundo que qualquer palavra.

Vespa tem esse mesmo olhar sobre o futuro, um reduzir do homem a uma ínfima partícula do cosmos, contemplado com alguma perda, muita compaixão e uma boa dose de ironia”.

Rui Horta

FICHA TÉCNICA

Coreografia, iluminação, interpretação | Rui Horta

Música original | Tiago Cerqueira

Aconselhamento artístico | Tiago Rodrigues, Marlene Monteiro Freitas

Apoio dramatúrgico | Pia Krämer, Mariana Brandão

Direção técnica | Tiago Coelho

Direção de produção e difusão | Mariana Brandão

Produção executiva | O Espaço do Tempo

Coprodução | Centro Cultural Vila Flor / Guimarães; Convento São Francisco / Coimbra; Teatro Aveirense / Aveiro; Centro de Artes de Ovar / Ovar; Hellerau Europäisches Zentrum der Künste / Dresden 

Residência artística: O Espaço do Tempo

Convento São Francisco | Palco do Grande Auditório 

29 abril | 21h30

30 abril | 17h00

M/16 | 60 min

Bilhetes

Geral: 8 euros

Estudantes, menores de 30 anos, maiores de 65 anos e grupos (a partir de 10 elementos): 7 euros

Grupos organizados de professores(as) e alunos(as) de dança: 5 euros

Ceci n’est pas un film é uma peça do coreógrafo Paulo Ribeiro. Um dueto para maçã e ovo em que os intérpretes, Ana Jezabel e João Cardoso, interagem com imagens de filmes que evocam e falam sobre o amor.

Nesta peça, a intenção do coreógrafo não é ilustrar um filme com dança, mas antes oferecer ao público uma viagem por imagens, de passado e de futuro, que interrogam e inspiram o amor. Nas palavras de Paulo Ribeiro, um amor que se torna possessivo, exigente, dependente, desesperado, exaltado e sufocante; mas também poético, cómico, trágico-cómico, lúdico, frívolo, virtuoso, sinuoso, cabotino e esvaziado. 

O dueto da maçã e do ovo dialoga com as imagens projetadas na tela. São imagens de filmes realizados em várias épocas, de géneros diversos e com recurso a técnicas diferentes. Entre si, partilham o facto de serem emblemáticos para a história do cinema, ao romperem com linguagens e convenções, e por, de alguma forma, se ligarem à obra de Paulo Ribeiro. 

Os dois intérpretes constroem, ao longo da peça, um diálogo com imagens de obras como “North by Northwest” de Alfred Hitchcock (1959), “Urga – espaço sem fim” de Nikita Mikhalkov (1991), “Jamón, Jamón” de Bigas Luna (1992) e a “A teta assustada” de Claudia Llosa (2009). 

Neste guião, o artista belga Rene Magritte é também convidado a acompanhar o dueto da maçã e do ovo. Evocando a pintura “A traição das imagens” (1928-29), obra-prima da autoria de Magritte associada ao movimento surrealista, o título da peça Ceci n’est pas un film pode ser entendido como uma provocação que introduz o debate sobre a representação da arte. 

Dirigido também a um público escolar do 3.º ciclo e ensino secundário, os espectadores/alunos são desafiados a interpelarem a peça a partir dos pressupostos programáticos das disciplinas de Filosofia e Desenho. A partir de Ceci n’est pas un film – Dueto para Maçã e Ovo propõe-se a livre construção de um discurso próprio sobre a peça, rejeitando a priori qualquer condicionante imposta pelas intenções do coreógrafo. Palavras-chave exploratórias: sonho, realidade, corpo, emoção, existência, belo, feio, cor. 

“Não ilustramos um filme. Dialogamos com imagens, imagens com passado, mas com futuro incerto. 

Imagens que se vão habitando de gente, de vivências, de histórias suspensas... Imagens que caminham para o dueto da maçã e do ovo que, por sua vez, sugere a elevação do amor. 

Amor... Imagem entre o tempo que se arrasta rodopiando sobre si próprio e o dueto que, de tanto querer voar, se amarra ao chão. 

Amor que se torna possessivo, exigente, dependente, desesperado, exaltado, sufocante; mas também patético, cómico, trágico-cómico, lúdico, frívolo, virtuoso, sinuoso, cabotino e esvaziado. 

Amor que derrapa nos fantasmas da negritude da alma e da hiperatividade como forma de exorcizar a ilusão ou a desilusão!... 

Sem narrativas fechadas, sem dramaturgia esmagadora, sem a obrigação de tudo perceber, enveredamos por um mundo de sentidos que são os da vida na sua configuração mais simples de se afirmar. Em simultâneo e, indelevelmente, convocamos Magritte a acompanhar-nos”. 

Paulo Ribeiro

CECI N’EST PAS UN FILM – DUETO PARA MAÇÃ E OVO

Companhia Paulo Ribeiro 


Convento São Francisco | BlackBox 

28 abril | 14h30 | Escolas

29 abril | 16h00 | Crianças e Famílias

M/6 | 60 min


Bilheteira

Geral: 4 euros

Famílias (2 adultos com 2 crianças até aos 12 anos ou 1 adulto com 3 crianças até aos 12 anos): 6 euros

Escolas e grupos (a partir de 10 elementos): 2 euros


Abril Dança em Coimbra


Coorganização: Câmara Municipal de Coimbra e Teatro Académico de Gil Vicente


Ficha Artística

Autoria, coreografia e espaço cénico | Paulo Ribeiro 

Colaboração e seleção de filmes | Cine Clube de Viseu 

Interpretação | Ana Jezabel e João Cardoso 

Música | The Boys from Brazil (Segredo Suba); Balanescu Quartet (Unging Upsidedown); João Parahyba (Nightly Sins – tribute); Barbara (Ne me quite pas); Nina Simone (Ne me quite pas); Jacques Brel (Ne me quite pas); Simone de Oliveira (Não me vais deixar | Ne me quite pas); Balanescu Quartet (Autobahn) 

Figurinos | José António Tenente · Desenho de Luz | Cristóvão Cunha 

Produção Companhia Paulo Ribeiro · Projeto apoiado no âmbito do programa Viseu Terceiro | Município de Viseu Coorganização


Sobre Paulo Ribeiro

Fez carreira como bailarino em várias companhias belgas e francesas, até que os seus passos o conduziram à carreira coreográfica. A es¬treia deu-se em 1984, em Paris, no âmbito da companhia Stridanse, da qual foi cofundador. 

De regresso a Portugal, em 1988, começou por colabo¬rar com a Companhia de Dança de Lisboa e com o Ballet Gulbenkian. A sua carreira de coreógrafo expandiu-se no plano inter-nacional a partir de 1991, com a criação de obras para companhias de renome. 

Em 1995, fundou a Companhia Paulo Ribeiro. O trabalho com a própria Companhia permitiu-lhe desen¬volver melhor a sua linguagem como coreógrafo e o reconhecimento não tardou. Ao longo da carreira tem ganho vários prémios de relevo, como o “Prix d’Auteur” atribuído nos V Rencontres Choré¬graphiques Internationales de Seine-Saint-Denis; o “New Coreography Award” da Bonnie Bird Fund-Laban Centre; o “Prix d’Inter¬pretation Collective”, concedido pela ADAM, entre outros. 

A par do trabalho que tem desenvolvido na sua com¬panhia de autor, Paulo Ribeiro desempenhou, entre 1998 e 2003, o cargo de Diretor¬-geral e de Programação do Teatro Viriato/CRAEB (Centro Regional das Artes do Espetáculo das Beiras), e foi ainda Comissário para a Dança em Coimbra 2003 – Capital Euro¬peia da Cultura. Em 2006 regressa ao Teatro Viriato, após ter dirigido o Ballet Gulbenkian. Em novembro de 2016, Paulo Ribeiro assume a direção artística da Companhia Nacional de Bailado, a convite do Ministério da Cultura.


Sobre a Companhia Paulo Ribeiro

A Companhia Paulo Ribeiro é uma companhia portuguesa de Dança Contemporânea, fundada em 1995 na sequência de vários anos de trabalho do coreógrafo Paulo Ribeiro em companhias de Dança Contemporânea europeias, enquanto intérprete e criador.

Desde então, não tem havido um único ano sem uma ou mais produções, ora criadas e dirigidas pelo seu homónimo e fundador – Sábado 2, Rumor dos Deuses, Azul Esmeralda, Memórias de Pedra – Tempo Caído, Ao Vivo, Comédia Off, Tristes Europeus – jouissez sans entraves, Silicone Não, Memórias de um Sábado com Rumores de Azul, Malgré Nous - Nous Étions Là, Masculine, Feminine, Maiorca, Sábado 2, Paisagens – onde o negro é cor, Jim, Sem um tu não pode haver um eu, Modo de Utilização – ora resultado da colaboração com outros criadores artísticos - Noir Salle, Só para Iniciados, Solitary Virgin, Vá para Fora Cá Dentro, Auto da Barca do Inferno, 7 Solos For 11 Scenes Falling Through, Anfitriões, Medeia, 4x3=55: Código Medeia, Noite de Reis, O Ensaio de um Eros Possivel, A Invisibilidade das Pequenas Percepções, A Partir de um adolescente Míope, Mitodópolus, Pinóquio, Como é que eu vou fazer isto?, Bits & Pieces, Miraginava – sempre na agenda das salas de espetáculo nacionais e estrangeiras. Mas é no Teatro Viriato, em Viseu, que mantém residência desde 1998, sendo este o local de desenvolvimento de todo este trabalho criativo e de produção. 

Com 10 anos de existência, lança o livro Corpo de Cordas e funda a Escola de Dança Lugar Presente - um projeto pedagógico, situado também em Viseu, que inclui aulas regulares de dança para adultos, jovens e crianças, nomeadamente no âmbito do Ensino Artístico Especializado. 

No seu 20.º aniversário, é editado outro livro - Uma Coisa Concreta - estreia mais uma criação coreográfica - A Festa (da insignificância) – e é exibida uma exposição itinerante de fotografias representativas do trabalho educativo e coreográfico da Companhia Paulo Ribeiro.


Revista de Imprensa

“Ele [Paulo Ribeiro] não se situa em nenhuma corrente. Nunca esteve na moda e já deixou de pertencer há muito tempo ao grupo dos artistas emergentes”

Rosita Boisseau, Le Monde, 6/12/2016

“A estrada foi longa para este coreógrafo português. Já o vimos com o Nederlands Dans Theater e com o Ballet Gulbenkian a coreografar a melhor dança europeia. É preciso dar ao corpo motivações interiores e secretas”

François Delétraz, Le Fígaro Magazine, 2/12/2016 

 

Bilheteira – 239857191 | Horário: 15h00 às 20h00

bilheteira@coimbraconvento.pt

Convento São Francisco

 

 

 

 

 

 

 

O Plano Operacional Distrital (PLANOP) de Coimbra, criado no âmbito do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF) 2017, foi hoje apresentado, publicamente, numa sessão que decorreu no Salão Nobre da Câmara Municipal de Coimbra (CMC) e foi presidida pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes. O distrito de Coimbra vai manter o dispositivo de combate a incêndios de 2016, contando, no período mais crítico, a “Fase Charlie”, com 289 bombeiros, 62 veículos e 125 sapadores florestais. A aposta será na deteção precoce e no ataque inicial, de forma a evitar que os incêndios assumam dimensões incontroláveis.

A sessão de apresentação arrancou com o discurso de boas vindas do vereador da CMC responsável pela Companhia dos Bombeiros Sapadores de Coimbra, Jorge Alves, que começou por agradecer a escolha da nossa cidade para a apresentação do documento de 2017 e a presença do secretário de Estado da Administração Interna. Jorge Alves salientou ainda a importância do trabalho desenvolvido pelos bombeiros sapadores e garantiu a disponibilidade da CMC para ajudar no que for necessário. “Estamos sempre disponíveis para colaborar com os nossos meios em qualquer zona do país”, assegurou, desejando, contudo, que tal não seja necessário. “Esperamos que não seja preciso, será um bom sinal”, concluiu.

O PLANOP foi apresentado, de seguida, pelo Comandante Operacional Distrital (CODIS) de Coimbra, Carlos Luís Tavares. O CODIS iniciou a apresentação do documento com uma breve caracterização do distrito de Coimbra, recordando que este tem 17 concelhos, 145 freguesias e que a área florestal representa cerca de 60 % da ocupação do solo. Carlos Luís Tavares explicou ainda a importância do PLANOP, no âmbito do DECIF 2017, referindo que este está afeto à Autoridade Nacional de Proteção Civil e se trata de um instrumento de planeamento, organização e coordenação entre os agentes e as entidades que o integram, pretendendo garantir “uma resposta operacional, articulada e coordenada, no combate aos incêndios florestais”. 

“A mensagem que queremos transmitir é de confiança e de que juntos fazemos mais e melhor”, sublinhou Carlos Luís Tavares. “A aposta é na deteção precoce, no empenho na fase inicial dos incêndios”, prosseguiu, argumentando que o objetivo é não deixar os incêndios avançarem e tomaram proporções mais drásticas. O CODIS de Coimbra revelou ainda que este ano mantém-se o dispositivo de 2016, tendo havido, contudo, um reforço nas ações de formação, e destacou a colaboração dos militares das Forças Armadas do Exército Português, que vão passar a intervir em ações de rescaldo e de vigilância, libertando os bombeiros para as ações de combate às chamas.

Segundo o comandante, no período mais crítico dos incêndios, a chamada “Fase Charlie” (de 1 de julho a 30 de setembro), o distrito de Coimbra contará, à semelhança do ano passado, com 289 bombeiros, 62 veículos e 125 sapadores florestais, 19 postos de vigia, e terá ao dispor, em termos de meios aéreos, três helicópteros ligeiros, sendo que será sempre possível contar com os meios nacionais. Carlos Luís Tavares adiantou ainda que “em 11 municípios do distrito, existem nove máquinas de rasto”, que contribuem para diminuir o risco de reacendimentos. “Este é um dispositivo de todos e para todos”, concluiu, defendendo ser essencial “manter o cidadão informado” e “fortalecer a atitude de cooperação”.

A última palavra coube ao secretário de Estado da Administração Interna. Jorge Gomes falou do DECIF 2017, o documento que contém as diretrizes nacionais para a estratégia de combate aos incêndios, recordando que a prioridade máxima é que não existam baixas. “As mortes têm de ser iguais a zero. Queremos que todos cheguem a casa como saíram, com saúde”, sublinhou o secretário de Estado. O DECIF 2017 “aposta forte no ataque inicial”, referiu, sendo o objetivo conseguir acionar os meios de combate dentro de dois minutos após o alerta. “O incêndio só ganha dimensões incontroláveis porque quando nasceu não tivemos capacidade de o apagar”, afirmou ainda Jorge Gomes, admitindo, contudo, que existem exceções, casos atípicos.

Jorge Gomes falou ainda da “participação integrada de 1380 militares das Forças Armadas nas operações de rescaldo e vigilância”, que já receberam formação, em Castelo Branco, da decisão de pré-posicionamento das equipas de bombeiros nos distritos com mais incidência de incêndios, como Braga, Viana de Castelo e Vila Real, da existência de uma nova valência, um helicóptero de coordenação, e da aposta na formação dos operacionais.

O secretário de Estado defendeu ainda um envolvimento maior dos municípios que, no seu entender, “têm sido a grande âncora do sistema de proteção civil” e do envolvimento dos presidentes das Juntas e Uniões de Freguesia, pela sua proximidade com a população e conhecimento da área geográfica. “Ninguém conhece melhor a população e o terreno do que os presidentes de Junta”, referiu, adiantando que já foi realizado um protocolo com a Associação Nacional de Freguesias (ANAFRE) e que já houve, inclusive, ações de formação.

“Portugal sem fogos depende de todos nós”, concluiu o secretário de Estado, apelando à colaboração de todos para fazer frente ao flagelo dos incêndios.