Coimbra volta a ser capital da BD de 9 a 12 de março

A segunda edição da Coimbra BD – Mostra Nacional de Banda Desenhada, que vai decorrer de 9 a 12 de março, principalmente na Casa Municipal da Cultura, foi apresentada ao público, esta segunda-feira, numa conferência de imprensa que decorreu na Sala do Despacho Privado da Câmara Municipal de Coimbra (CMC). Um evento promovido pela CMC que surge, este ano, reforçado, muito pelo sucesso da primeira edição. Esta segunda edição da Coimbra BD conta, assim, com mais expositores, uma maior diversidade de iniciativas dirigidas ao público e um programa de qualidade, juntando convidados nacionais e internacionais, livreiros e editores especializados em Banda Desenhada (BD). 

“Face aos resultados obtidos na edição anterior, o que começou por ser um teste, está a tornar-se uma tradição. Portanto, estamos aqui na apresentação da 2.ª Mostra Nacional de Banda Desenhada”, começou por dizer o presidente da CMC, Manuel Machado, agradecendo a colaboração, nesta edição, novamente da editora Dr. Kartoon, mas também do projeto Videolab, e o apoio dos Serviços de Ação Social da Universidade de Coimbra (SASUC) e da Rádio Universidade de Coimbra (RUC). Um evento que conta com um orçamento de 6437,39 euros (mais do triplo da edição de 2016), “o necessário para que esta edição seja ainda melhor do que a do ano passado”, argumentou Manuel Machado. 

A segunda edição da Coimbra BD – Mostra Nacional de Banda Desenhada vai contar com 17 expositores (mais dois do que em 2016) e convidados nacionais e internacionais de renome. A vereadora da Cultura da CMC, Carina Gomes, destacou um programa diversificado e de qualidade, com oferta de “workshops de desenho e Banda Desenhada, tertúlias, exposições, sessões de autógrafos de autores de Banda Desenhada, mesas de artistas que fazem sempre um grande sucesso, jogos de tabuleiro, uma exibição de curtas-metragens e o desfile de Cosplay, que foi um dos pontos altos do evento do ano passado”. Carina Gomes destacou ainda que “todas as iniciativas são de acesso gratuito, sendo que algumas exigem inscrição no local, como é o caso dos workshops”. (ver programa)

A vereadora recordou também que, “este ano, a iniciativa alarga-se a outros locais, como é o caso da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, que vai acolher uma conferência”. Uma conferência sobre um dos autores convidados, o brasileiro André Diniz, que terá como orador João Miguel Lameiras, da Dr. Kartoon, e está marcada para as 15h00 de dia 9 de março. “A nível dos convidados, dos autores presentes, o ano passado apostou-se muito na ‘prata da casa’. Este ano, alargou-se mais o âmbito e conseguiu-se ter convidados estrangeiros, como é o caso de um autor brasileiro, o André Diniz. Tivemos a sorte dele, neste momento, estar a morar em Portugal”, referiu João Miguel Lameiras, na conferência de imprensa. 

“A ideia, este ano, foi profissionalizar mais as coisas. O que se procurou fazer foi ver o que tinha corrido bem no ano passado e fazer melhor: trazer mais autores, mais exposições, e sobretudo criar exposições de origem para a Coimbra BD. Ou seja, as exposições que lá vão estar este ano foram todas pensadas para a Coimbra BD”, acrescentou ainda João Miguel Lameiras, fazendo referência à exposição coletiva, que reúne obras de vários artistas portugueses com presença no mercado americano, tais como Jorge Coelho, Filipe Andrade, Miguel Mendonça, André Lima Aráujo e Daniel Henriques. João Miguel Lameiras lembrou ainda que a mostra vai contar com trabalhos do conhecido ilustrador Nuno Saraiva e do conimbricense Carlos Correia, que venceu, o ano passado, o Concurso Nacional de BD do Festival da Amadora. 

A colaboração do projeto Videolab reforça a qualidade da programação apresentada nesta segunda edição da Coimbra BD. “O primeiro desafio foi criar uma sessão de vídeos, portanto fazendo a ponte entre o vídeo e a BD. O nosso primeiro pensamento foi partir da videoarte, mas decidimos não ficar por aí e programar vídeos que achámos interessantes apresentar, nomeadamente documentários ligados à BD. Como trabalhamos muito com a performance, decidimos convidar a Andrea Inocêncio, uma artista da cidade que devem conhecer, para fazer também uma performance específica baseada na BD”, avançou Sérgio Gomes, da Videolab, agradecendo o convite da CMC para integrar esta edição da Coimbra BD. 

Outras novidades desta edição, reveladas pela vereadora Carina Gomes, passam pelo alargamento da iniciativa à cidade, com a realização de “Urban Sketchers” – que convida os entusiastas do desenho a registar, in loco, o que veem num passeio pela cidade – e pela abertura ao público do restaurante BD – Cantina da Sereia. Um espaço que vai estar aberto durante todos os dias do evento, servindo essencialmente os visitantes desta segunda edição da Coimbra BD – Mostra Nacional de Banda Desenhada, e que fica a cargo dos SASUC. “Estaremos disponíveis no Jardim da Sereia com serviço de cafetaria e podem contar com a cantina aberta durante todo o fim de semana”, avançou Regina Bento, administradora dos SASUC, na conferência de imprensa, e divulgando que estarão também a servir “tanto almoços, como jantares”.

“A Coimbra BD – Mostra Nacional de Banda Desenhada é, claramente, mais um evento em que devemos continuar a apostar, porque valoriza a Cultura e valoriza Coimbra”, resumiu a vereadora da Cultura da CMC, revelando que, em estimativa, visitaram a mostra, no ano passado, “cerca de 4000 pessoas” e prevendo que, “este ano, haja um aumento significativo desse número”. “Obrigado a todos”, referiu, por sua vez, o presidente da CMC, convidando todos os presentes, conimbricenses e visitantes a participarem no evento dedicado à 9ª Arte. 

Coimbra BD com uma primeira edição de sucesso

O sucesso da primeira edição da Coimbra BD – Mostra Nacional de Banda Desenhada foi decisivo para a autarquia apostar na melhoria da qualidade do evento. Carina Gomes recordou, na conferência de imprensa, que os inquéritos que a autarquia distribuiu, o ano passado, pelos visitantes do evento, contribuíram bastante para perceber que o público gostou da iniciativa, do espaço onde ela se desenvolveu e da organização em geral, e que pontos o evento podia ainda melhorar. Responderam ao inquérito 160 visitantes. 

“Quando perguntámos sobre o interesse do surgimento desta primeira iniciativa em Coimbra dedicada à Banda Desenhada, numa escala de 1 a 5 – em que 1 significava ‘nada interessante’ e 5 ‘muito interessante’ – a grande maioria, 60%, avaliou o surgimento da iniciativa com a pontuação máxima; 28% com 4 e 6,9% com 3. O local da realização também foi avaliado pela esmagadora maioria como ‘bom’ e ‘muito bom’ e, relativamente à qualidade dos expositores, constatámos que a avaliação dos visitantes foi bastante positiva, tendo mais de 60% avaliado como bom e 25% como muito bom”, referiu Carina Gomes, revelando que “a qualidade das atividades foi, igualmente, bem avaliada: quase 50% avaliou com ‘bom’ e 20,6% com ‘muito bom’”.

“Criámos ainda um índice de avaliação global da organização da Coimbra BD, que incluiu várias variáveis como o local de realização, a qualidade dos expositores, das atividades, o horário, os dias de duração da mostra e o programa global. Verificou-se que a média de avaliação, na mesma escala de 1 a 5, foi de 4,15 valores”, informou a vereadora da Cultura da CMC, referindo que quanto à caraterização dos visitantes, foi também possível saber que a maioria dos inquiridos tinha “entre 35 e 44 anos” e que vinha de Coimbra, Lisboa e Aveiro. E, revelou ainda Carina Gomes, “no que respeita à realização de compras, o ano passado cerca de 40% dos inquiridos respondeu que tinha feito compras, tendo gasto, em média, 29,75 euros”.

“O aspeto que mais agradou aos visitantes foi, precisamente, o surgimento da iniciativa em Coimbra, a presença de autores e artistas na mostra, o ambiente vivido na Casa Municipal da Cultura e a mostra no seu todo. Destacaram também, e isto é importante, a simpatia e a disponibilidade de todos os intervenientes que participaram na mostra de Banda Desenhada”, referiu ainda a vereadora da Cultura, salientando que “no campo que destacámos para os aspetos que mais desagradaram os visitantes, as respostas mais dadas foram ‘nada’, ‘não tenho nenhum aspeto’, ‘não se aplica’”. 

“Podemos partir do princípio que, para primeira iniciativa, agradou muito os visitantes e portanto temos boas expectativas em relação à edição deste ano”, concluiu Carina Gomes. 

Consulte aqui a programação completa da 2ª Mostra Nacional de Banda Desenhada.